Nasce uma idéia

6 de agosto de 2009 - por valecultura @ 20:00

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, Cultura é básico! Se a cultura é feita por todos, deve estar ao alcance de todos. Uma vez que a população financia, mesmo que de forma indireta, ações criadas a partir de leis de incentivo, nada mais justo e natural que tenha acesso a estes produtos. Mas na prática não é bem assim. Espetáculos, shows, filmes, festivais populares e outras manifestações ainda não fazem parte do grupo de primeira necessidade dos brasileiros. Alguns apontam que esta é uma questão de hábito. Mas por traz destes hábitos, ou falta deles, existem justificativas plausíveis sustentadas pelos preços de nossas opções culturais, que estão além da realidade econômica. O aquecimento do mercado cultural, entretanto, demonstra que, apesar dos custos, há interesse por parte do povo. Um desejo de que cultura seja algo básico, assim como a alimentação e o transporte. E é neste cenário que surgem as alternativas de mudança. Em 1995, Jorge Muzy, hoje presidente da Muzy Corp, empresa especializada em marketing cultural, propôs à gestão do Ministério da Cultura à época, o projeto Arte Check. A idéia era, justamente, incorporar os bens culturais aos benefícios do trabalhador, que como bem descreve a canção dos Titãs, não quer só comida, mas também diversão e arte. Nascia o projeto do cartão “vale cultura”, que consistia na implementação de um sistema que ligaria governo, empresas privadas, ações culturais e o cidadão comum, possibilitando uma cota mensal para gasto exclusivo em casas, cinemas e teatros conveniados, além de aquisição de livros e segmentos musicais. Na gestão anterior as negociações não avançaram, mas na atual a questão foi amadurecida e está prestes a ganhar sinal verde através do Ministério da Cultura. Com algumas mudanças, mas dentro do mesmo conceito, o vale cultura deve chegar ao bolso do trabalhador muito em breve. O que é? Na proposta do MinC é a disponibilização de R$ 50,00 mensais para que os trabalhadores tenham acesso aos bens culturais e atividades de artes visuais e cênicas, audiovisual, música e literatura. Como Funciona? O mecanismo consiste em convênio do Governo Federal com empresas privadas. A administração pública vai conceder renúncia fiscal de 30% do valor mensal estipulado. O empregador arcará com 50% e o trabalhador com 20%. Em contrapartida, as instituições terão abatimento de 1% do Imposto de Renda devido. Outros benefícios A expectativa é atingir 14 milhões de trabalhadores em todo o país. Uma injeção direta de R$ 600 milhões por mês no mercado cultural. Anualmente seriam R$ 7 bilhões. Muito mais do que oferece a Lei Rouanet. Próximos passos Após anos de discussões e aperfeiçoamentos, o tíquete-platéia, como tem sido chamado o benefício, terá sua definição na próxima quinta-feira, dia 23. Data em que será assinado o projeto de lei que cria o vale cultura. A cerimônia acontece às 18h no Teatro Raul Cortez, na Federação do Comércio, em São Paulo. sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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Se a cultura é feita por todos, deve estar ao alcance de todos. Uma vez que a população financia, mesmo que de forma indireta, ações criadas a partir de leis de incentivo, nada mais justo e natural que tenha acesso a estes produtos. Mas na prática não é bem assim. Espetáculos, shows, filmes, festivais populares e outras manifestações ainda não fazem parte do grupo de primeira necessidade dos brasileiros. Alguns apontam que esta é uma questão de hábito. Mas por traz destes hábitos, ou falta deles, existem justificativas plausíveis sustentadas pelos preços de nossas opções culturais, que estão além da realidade econômica.

O aquecimento do mercado cultural, entretanto, demonstra que, apesar dos custos, há interesse por parte do povo. Um desejo de que cultura seja algo básico, assim como a alimentação e o transporte. E é neste cenário que surgem as alternativas de mudança. Em 1995, Jorge Muzy, hoje presidente da Muzy Corp, empresa especializada em marketing cultural, propôs à gestão do Ministério da Cultura à época, o projeto Arte Check. A idéia era, justamente, incorporar os bens culturais aos benefícios do trabalhador, que como bem descreve a canção dos Titãs, não quer só comida, mas também diversão e arte.

Nascia o projeto do cartão “Vale Cultura”, que consistia na implementação de um sistema que ligaria governo, empresas privadas, ações culturais e o cidadão comum, possibilitando uma cota mensal para gasto exclusivo em casas, cinemas e teatros conveniados, além de aquisição de livros e segmentos musicais. Na gestão anterior as negociações não avançaram, mas na atual a questão foi amadurecida e está prestes a ganhar sinal verde através do Ministério da Cultura.

Com algumas mudanças, mas dentro do mesmo conceito, o Vale Vultura deve chegar ao bolso do trabalhador muito em breve.

O que é?

Na proposta do MinC é a disponibilização de R$ 50,00 mensais para que os trabalhadores tenham acesso aos bens culturais e atividades de artes visuais e cênicas, audiovisual, música e literatura.

Como Funciona?

O mecanismo consiste em convênio do Governo Federal com empresas privadas. A administração pública vai conceder renúncia fiscal de 30% do valor mensal estipulado. O empregador arcará com 50% e o trabalhador com 20%. Em contrapartida, as instituições terão abatimento de 1% do Imposto de Renda devido. 

Outros benefícios

A expectativa é atingir 14 milhões de trabalhadores em todo o país. Uma injeção direta de R$ 600 milhões por mês no mercado cultural. Anualmente seriam R$ 7 bilhões. Muito mais do que oferece a Lei Rouanet.

Próximos passos

Após anos de discussões e aperfeiçoamentos, o tíquete-platéia, como tem sido chamado o benefício, ganhou formas mais palpáveis no dia 23 de julho, data em que foi assinado o projeto de lei que cria o vale cultura. O documento seguiu para votação no congresso em caráter urgente / urgentíssimo. A expectativa é que o programa ganhe a prática no início de 2010

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