Se a cultura é feita por todos, deve estar ao alcance de todos. Uma vez que a população financia, mesmo que de forma indireta, ações criadas a partir de leis de incentivo, nada mais justo e natural que tenha acesso a estes produtos. Mas na prática não é bem assim. Espetáculos, shows, filmes, festivais populares e outras manifestações ainda não fazem parte do grupo de primeira necessidade dos brasileiros. Alguns apontam que esta é uma questão de hábito. Mas por traz destes hábitos, ou falta deles, existem justificativas plausíveis sustentadas pelos preços de nossas opções culturais, que estão além da realidade econômica.
O aquecimento do mercado cultural, entretanto, demonstra que, apesar dos custos, há interesse por parte do povo. Um desejo de que cultura seja algo básico, assim como a alimentação e o transporte. E é neste cenário que surgem as alternativas de mudança. Em 1996, Jorge Muzy, hoje presidente da Muzy Corp, empresa especializada em marketing cultural, propôs à gestão do Ministério da Cultura à época, o projeto Arte Check. A idéia era, justamente, incorporar os bens culturais aos benefícios do trabalhador, que como bem descreve a canção dos Titãs, não quer só comida, mas também diversão e arte.
Nascia o projeto do cartão “Vale Cultura”, que consistia na implementação de um sistema que ligaria governo, empresas privadas, ações culturais e o cidadão comum, possibilitando uma cota mensal para gasto exclusivo em casas, cinemas e teatros conveniados, além de aquisição de livros e segmentos musicais. Na gestão anterior as negociações não avançaram, mas na atual a questão foi amadurecida e está prestes a ganhar sinal verde através do Ministério da Cultura.
Com algumas mudanças, mas dentro do mesmo conceito, o Vale Vultura deve chegar ao bolso do trabalhador muito em breve.
O que é?
Na proposta do MinC é a disponibilização de R$ 50,00 mensais para que os trabalhadores tenham acesso aos bens culturais e atividades de artes visuais e cênicas, audiovisual, música e literatura.
Como Funciona?
O mecanismo consiste em convênio do Governo Federal com empresas privadas. A administração pública vai conceder renúncia fiscal de 30% do valor mensal estipulado. O empregador arcará com 50% e o trabalhador com 20%. Em contrapartida, as instituições terão abatimento de 1% do Imposto de Renda devido.
Outros benefícios
A expectativa é atingir 14 milhões de trabalhadores em todo o país. Uma injeção direta de R$ 600 milhões por mês no mercado cultural. Anualmente seriam R$ 7 bilhões. Muito mais do que oferece a Lei Rouanet.
Próximos passos
Após anos de discussões e aperfeiçoamentos, o tíquete-platéia, como tem sido chamado o benefício, ganhou formas mais palpáveis no dia 23 de julho, data em que foi assinado o projeto de lei que cria o vale cultura. O documento seguiu para votação no congresso em caráter urgente / urgentíssimo. A expectativa é que o programa ganhe a prática no início de 2010
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Parabéns pela inciativa do Vale Cultura.
Este projeto é um dos mais importantes para o futuro da nossa nação, visto que boa parte da nossa população não possui esse costume de dedicar uma pequena parcela da vida para a cultura, claro que isso envolve uma série de fatores mais o pontapé inicial foi dado para que no futuro tenhamos uma sociedade mais educada e culta.
Só faltava este para completar o Pão e Circo para o povo.
Bolsa-família e agora Bolsa-cultura.
Por decreto o brasileiro vai ficar mais culto….
Adorei a materia realmente esperamos sempre mais, mas no final acabamos surpriendidos com essas acontecidos
Acho uma iniciativa muito boa, o governo realmente tem que investir na cultura e implantar um sistema que seja acessivel por todos, o vale cultura é uma boa!
boa ideia .presidente lula esta de parabens por sancionar essa lei.
so não consigo ver tanta demagogia por parte de algumas pessoa todos pais da europa tem essa proposta nos diversos setores aqui qdo faz algo para proximo aparecer monte de picarenta tentando atrapalha se um dia eu chegar presidencia mando prender e execulta todos esses picareta q sacaniou brasil mais de 550anos.fora picarentas.
Acredito na boa fé. Valei presidente!
Acredito ser a melhor coisa para conscilhar tecnologia, modernidade, cidadania e cultura. Apesar das opiniões contra o vale-cultura, os jovens principalmente devem alem de apoiar, fazer juz a esta iniciativa, pois eu com pouca vivência, tenho como hobby a leitura, teatro e cinema, prefiro ler do que sair de casa e voltar tarde da noite, além de promover a inteligência para os conveniados trará também muita tranquilidade as famílias comuns, desfavorecendo tanto a criminalidade quanto o uso de drogas na infância. espero que todos os jovens desse meu querido país me ajudem a conduzi-lo a um futuro prodígio.